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Crises De Ausência

Você sabe o que são Crises de Ausência?

Crises de Ausência e Epilepsia do tipo Ausência da Infância  – Dra Eugênia Fialho Neuropediatra Especialista em Epilepsia

A epilepsia ausência na infância (CAE) é um tipo de epilepsia comum em crianças afetando 10 a 17% de todas as crianças com epilepsia. As crises geralmente se iniciam entre 4 e 10 anos de idade (a maioria dos casos entre 6 -7 anos), em uma criança previamente saudável e com desenvolvimento típico. Ocorre mais em meninas do que em meninos.

Como são as crises de ausência neste tipo de epilepsia?

Neste vídeo você poderá observar algumas crianças apresentando crises de ausência. (Legendas disponíveis em inglês)
As crises consistem em breves eventos de olhar fixo, às vezes com piscamento dos olhos ou automatismos motores, durando segundos, com retorno imediato ao nível basal de consciência e atividade. Podem ocorrer por muitas vezes ao dia! No exame de eletrencefalograma se observa um padrão característico de descargas generalizadas.

Como confirmo que meu filho tem epilepsia com crises de ausência?

O diagnóstico da Epilepsia de Ausência da Infância é feito pela história clínica, exame físico e eletrencefalograma.

As crises de ausência geralmente causam a interrupção repentina da atividade, que é facilmente reconhecível.  Os elementos da história que sugerem crise de ausência incluem perda súbita da expressão facial; movimentos repetitivos (como estalar os lábios ou piscar).

Durante as crises de ausência, a criança não responde a estímulos externos, como o toque. Outros elementos importantes da história incluem outros tipos de crises, história de desenvolvimento e idade de início.

Um componente essencial do exame físico de uma criança com suspeita de crises de ausência é a hiperventilação – o teste do catavento. A hiperventilação provoca a ocorrência de crises de ausência. Um EEG de rotina, que inclui hiperventilação, irá confirmar um diagnóstico clinicamente suspeito em um paciente não tratado.

Ter Epilepsia com Crises de Ausência trará problemas ao desenvolvimento da criança?

O desenvolvimento geralmente é normal em uma criança com epilepsia de ausência da infância, embora em alguns casos possam ser observados dificuldade de atenção, queixas comportamentais ou cognitivas.

Um componente essencial do exame físico de uma criança com suspeita de crises de ausência é a hiperventilação – o teste do catavento. A hiperventilação provoca a ocorrência de crises de ausência. Um EEG de rotina, que inclui hiperventilação, irá confirmar um diagnóstico clinicamente suspeito em um paciente não tratado.

Existe tratamento para Crises de Ausência?

Sim. O tratamento é realizado com medicações anti crise que deverão ser prescritas por um médico neuropediatra.

As crises de Ausência vão durar a vida toda? O remédio é para sempre?

Uma característica bem conhecida da Epilepsia de Ausência da Infância é a alta taxa de remissão das crises em longo prazo.

As taxas de remissão vão de 56 a 95% na idade de 10 e 14 anos.

Aproximadamente 15% das crianças com Epilepsia de Ausência da Infância, desenvolverão Epilepsia Mioclônica Juvenil durante a adolescência, um outro tipo de epilepsia.

Epilepsia do Tipo Ausência na Infância: Compreendendo e Gerenciando

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo crianças. Um dos tipos mais específicos de epilepsia é a chamada “epilepsia do tipo ausência na infância”. Neste artigo, exploraremos o que é essa forma de epilepsia, seus sintomas, diagnóstico e opções de tratamento. Nosso objetivo é fornecer informações úteis e esclarecedoras para pais, cuidadores e aqueles que desejam entender melhor essa condição.

O Que É Epilepsia do Tipo Ausência na Infância?

A epilepsia do tipo ausência, também conhecida como “pequeno mal” ou “epilepsia ausência”, é um tipo específico de epilepsia que ocorre predominantemente na infância. Ela é caracterizada por episódios breves de perda de consciência, que geralmente duram apenas alguns segundos. Durante esses episódios, a criança pode parecer estar ausente, com um olhar vago e a interrupção momentânea de atividades.

Sintomas Típicos

Os sintomas mais comuns da epilepsia do tipo ausência na infância incluem:

  1. Olhar Vago: A criança pode parecer distante e seu olhar pode se perder por alguns segundos.
  2. Pausa nas Atividades: Durante um episódio, a criança para momentaneamente de realizar suas atividades cotidianas.
  3. Movimentos Automáticos: Alguns pacientes podem realizar movimentos automáticos, como piscar os olhos, mastigar ou mexer nas roupas.
  4. Retorno à Consciência: Após o episódio, a criança geralmente retorna à consciência e às atividades normais, sem lembrança do que aconteceu.

É importante observar que as crises de ausência podem ser sutis e facilmente confundidas com momentos de distração, o que pode atrasar o diagnóstico.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da epilepsia do tipo ausência na infância é geralmente realizado por um neurologista pediátrico. Para confirmar o diagnóstico, podem ser realizados exames neurológicos, como eletroencefalograma (EEG), que registra a atividade elétrica do cérebro. O EEG pode mostrar padrões característicos de atividade epiléptica durante as crises de ausência.

O tratamento da epilepsia do tipo ausência na infância geralmente envolve o uso de medicamentos antiepilépticos, como a ethosuximida, o valproato e outros. O neurologista pediátrico determinará o tratamento mais adequado com base na gravidade da condição e nas necessidades individuais da criança.

Perspectiva

A epilepsia do tipo ausência na infância geralmente tem uma boa perspectiva em termos de controle das convulsões e desenvolvimento cognitivo. A maioria das crianças responde bem aos medicamentos antiepilépticos e pode levar uma vida normal, com acompanhamento médico adequado.

A epilepsia do tipo ausência na infância é uma condição tratável que afeta crianças em todo o mundo. Com o diagnóstico adequado e o tratamento oportuno, a maioria das crianças pode levar uma vida saudável e ativa.

É fundamental que os pais, cuidadores e profissionais de saúde estejam cientes dos sintomas, do diagnóstico e das opções de tratamento disponíveis para garantir o melhor cuidado possível e promover o bem-estar das crianças afetadas por essa forma de epilepsia. Consulte um neuropediatra especialista em epilepsia.

* Referências: Pediatric Drugs (2019) 21:15–24 Paediatr Drugs. 2019 Feb;21(1):15-24.

Vivendo com Epilepsia

É Seguro para uma Criança com Epilepsia Praticar Esportes e Atividades Físicas?

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta muitas crianças em todo o mundo. Quando se trata de esportes e atividades físicas, é natural que pais e cuidadores tenham preocupações sobre a segurança de uma criança com epilepsia.

Neste artigo, exploraremos a relação entre a epilepsia infantil e a prática esportiva, fornecendo informações valiosas para ajudar a entender como equilibrar atividades físicas saudáveis com os cuidados necessários.

Benefícios da Atividade Física

A atividade física é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança, independentemente de ela ter epilepsia ou não. Os benefícios incluem:

  1. Saúde Física: A prática regular de esportes e atividades físicas ajuda a melhorar a saúde cardiovascular, o controle de peso e a resistência física.
  2. Saúde Mental: O exercício físico é conhecido por reduzir o estresse, a ansiedade e melhorar o humor, o que é especialmente importante para crianças com epilepsia, já que o estresse pode desencadear crises em algumas situações.
  3. Desenvolvimento Social: A participação em esportes promove habilidades sociais, como trabalho em equipe, comunicação e resolução de conflitos.

Considerações para Crianças com Epilepsia

Embora a maioria das crianças com epilepsia possa participar de atividades esportivas e físicas, é essencial levar em consideração alguns fatores:

  1. Controle das Convulsões: O controle das convulsões é fundamental antes de iniciar qualquer atividade física. Certifique-se de que a criança esteja sob cuidados médicos e que as convulsões estejam sob controle com medicação adequada.
  2. Escolha das Atividades: Opte por esportes e atividades que sejam seguros e adequados à condição da criança. Evite esportes de contato ou com alto risco de lesões na cabeça.
  3. Supervisão: Certifique-se de que a criança esteja sob supervisão adequada durante as atividades físicas, especialmente se as convulsões não estiverem totalmente controladas.
  4. Comunicação: Informe o treinador ou instrutor sobre a condição da criança para que eles saibam como agir em caso de uma crise.
  5. Aquecimento e Alongamento: Incentive a criança a fazer um aquecimento adequado antes das atividades e alongamentos para prevenir lesões.
  6. Hidratação e Descanso: Garanta que a criança esteja bem hidratada e que faça pausas adequadas durante a prática esportiva.

Quando Evitar Atividades Físicas

Em alguns casos, pode ser necessário evitar certas atividades físicas, especialmente se as convulsões não estiverem bem controladas. Evite esportes de alto risco, como boxe ou esportes aquáticos sem supervisão adequada. Sempre consulte o médico da criança antes de tomar decisões sobre a participação em atividades específicas.

É seguro para uma criança com epilepsia praticar esportes e atividades físicas, desde que haja um equilíbrio entre a promoção da saúde e a segurança. O controle adequado das convulsões, a escolha de atividades apropriadas e a supervisão são fundamentais.

A atividade física pode contribuir para o desenvolvimento saudável, físico e emocional de uma criança com epilepsia, proporcionando uma vida ativa e plena. Lembre-se sempre de consultar o médico e discutir quaisquer preocupações específicas relacionadas à condição da criança.

Com o devido cuidado e orientação, a criança pode desfrutar dos muitos benefícios das atividades físicas com segurança.

Para saber sobre epilepsia, consulte a EpilepsyFoundation

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