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Bebê Com Cabeça Torta

Meu bebê tem a cabeça torta: o que será?

A queixa de cabeça torta, amassada ou assimétrica é motivo frequente de consulta com o neuropediatra.

Muitos desses casos devem-se à Plagiocefalia Posicional, uma deformação craniana caracterizada pela assimetria do formato da cabeça devido a forças mecânicas aplicadas no útero ou pós-natal.

O bebê permanece muito tempo apoiando a cabeça na mesma posição, então a cabeça fica “amassada”!

Geralmente a cabeça torta do bebê é uma deformidade associada à posição supina – quando o bebê permanece deitado de barriga para cima – recostando a cabeça sempre do mesmo lado o que resulta em uma deformação funcional, um achatamento da cabeça na parte de trás, onde fica apoiada, resultando numa saliência na parte da frente do mesmo lado e no deslocamento da orelha para a frente.

Em 1992, numa campanha que visava a prevenção da Síndrome de Morte Súbita do Lactente, a Academia Americana de Pediatria aconselhou pais e pediatras a colocar os bebês para dormir de barriga para cima. A campanha reduziu os casos de morte súbita em lactentes em 40%, o que foi um sucesso!

Observou-se desde então um aumento dos casos de plagiocefalia posicional. Estima-se que a incidência dessa deformidade tenha aumentado de 0,3% antes da campanha para 8,2% ou mais. Em contraponto, os casos de cranioestenose, principal diagnóstico diferencial da plagiocefalia posicional, não tiveram seus números alterados.

 Como se corrige a cabeça torta do bebê? A correção da plagiocefalia posicional pode ser feita de forma conservadora, havendo três estratégias principais: contraposição, fisioterapia e terapia com capacete: não havendo evidências sintetizadas sobre qual é a mais eficaz.

Alguns estudos mostram melhores resultados através das terapias com capacetes, mas são estudos que possuem limitações, então ainda não se pode tomar isso como verdade.

As recomendações atuais para terapia com capacete são para plagiocefalia moderada a grave apresentada em uma idade avançada (1ª linha de intervenção) e para crianças com plagiocefalia persistente moderada a grave após um curso de tratamento conservador – reposicionamento e / ou fisioterapia – (2a linha de intervenção).

A fisioterapia como tratamento primário para a plagiocefalia posicional tem sua eficácia relatada na redução precoce da assimetria do crânio. Sendo a eficácia máxima relatada para crianças entre 2 e 8 meses de idade.

A fisioterapia é uma modalidade de tratamento superior ao reposicionamento em casos de plagiocefalia. Nos casos de plagiocefalia grave, recomenda-se o uso de fisioterapia em vez de dispositivos de posicionamento.

Se o seu bebê parece ter alguma alteração do formato da cabeça e voc~e percebe que ele tem uma cabeça torta consulte um neuropediatra. A avaliação do neuropediatra  poderá  esclarecer dúvidas e identificar se há necessidade de algum tratamento assegurando a saúde do seu bebê.

*Referencias: J Craniofac Surg 2019;30: 2008–2013
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